terça-feira, 7 de janeiro de 2014
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
É só ligar pra Polícia
Aqui, como em todo lugar do mundo, tem muita gente folgada. Na semana passada um engraçadinho deixou o carro por algumas horas em numa de nossas vagas de estacionamento. Depois de devidamente "trancado", ele precisou de muitas manobras pra sair. Um minuto depois de ele ter tirado o carro, eu desci pra estacionar o meu no lugar certo. Cruzei com a criatura, que me viu mas sequer me dirigiu a palavra. Desculpas? Nem pensar.
Dessa vez a coisa foi pior: na noite da terça chegamos em casa por volta das 23 horas e - surpresa! - mais um carro numa de nossas vagas. Olhei direitinho em volta pra ver se eu tinha colocado um aviso de "estacionamento público" e não me lembrava. Não, não tinha. Pois bem, esperei amanhecer e colei um aviso bem grande no vidro do carro do engraçadinho: "Favor estacionar seu carro em outro local. Essa vaga não é sua." (em francês, claro). Quarta de tarde, nada. Quarta de noite, nada. Vou ligar pra Polícia. Mas vou ligar amanhã, que hoje eu quero é sossego.
Quinta de manhã e o carro ainda lá. Às nove eu liguei pra Polícia de Chambly. Me fiz de sonso, contei a história e disse que talvez fosse um carro roubado, já que estava lá desde a noite da terça, abandonado. O policial me pediu a placa do carro e em alguns segundos me disse: "Não, senhor, não é um carro roubado. Mas é de alguém que mora muito longe da sua casa". Antes que eu perguntasse o que eu deveria fazer, ele completou: "Vou ligar imediatamente para o dono do carro e ligo de volta em seguida". Agradeci e fiquei esperando. Uns vinte minutos depois ele retorna a ligação pra dizer que não conseguiu falar, mas deixou recado na caixa postal pedindo que ele ligasse pra polícia imediatamente. Agora era só esperar um pouco. Caso o carro ainda estivesse lá amanhã de manhã, eu deveria ligar novamente que eles iriam agir.
Pra meu espanto, meia hora depois o policial liga de novo. Dessa vez pra informar que falou com o folgadinho. Na verdade, falou com a esposa do dono, que por sua vez informou que era a filha quem estava com o carro do marido (folgadinha, então). Mas que ia ligar pra ela, no trabalho, pedindo que ela fosse tirar o carro do local.
Logo depois do almoço o carro sumiu. E acho que não vai voltar mais.
Não é da minha conta o que a filha fazia com o carro do pai por aqui, onde eles moram nem onde eles trabalham. Mas eu fico pensando: o que é que uma criatura dessas tem na cabeça? Deixa o carro numa vaga que não é dela, indefinidamente, e não está nem aí! Tamanha falta de respeito me irrita profundamente, sobretudo num lugar onde supostamente as pessoas deveriam ser mais bem educadas e ter noção do sentido da palavra respeito.
Pra compensar a raiva, uma excelente surpresa: a atuação da Polícia. Extremamente atenciosa, rápida e eficiente. A Polícia de Chambly funciona — e sem sirene nem revólver. Tudo resolvido ligeirinho, e por telefone!
Agora eu já sei: qualquer coisa, ligo pra Polícia. E por via das dúvidas, só vou estacionar o carro ocupando as duas vagas. ;)
Dessa vez a coisa foi pior: na noite da terça chegamos em casa por volta das 23 horas e - surpresa! - mais um carro numa de nossas vagas. Olhei direitinho em volta pra ver se eu tinha colocado um aviso de "estacionamento público" e não me lembrava. Não, não tinha. Pois bem, esperei amanhecer e colei um aviso bem grande no vidro do carro do engraçadinho: "Favor estacionar seu carro em outro local. Essa vaga não é sua." (em francês, claro). Quarta de tarde, nada. Quarta de noite, nada. Vou ligar pra Polícia. Mas vou ligar amanhã, que hoje eu quero é sossego.
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| A folgadinha e seu Honda noir |
Pra meu espanto, meia hora depois o policial liga de novo. Dessa vez pra informar que falou com o folgadinho. Na verdade, falou com a esposa do dono, que por sua vez informou que era a filha quem estava com o carro do marido (folgadinha, então). Mas que ia ligar pra ela, no trabalho, pedindo que ela fosse tirar o carro do local.
Logo depois do almoço o carro sumiu. E acho que não vai voltar mais.
Não é da minha conta o que a filha fazia com o carro do pai por aqui, onde eles moram nem onde eles trabalham. Mas eu fico pensando: o que é que uma criatura dessas tem na cabeça? Deixa o carro numa vaga que não é dela, indefinidamente, e não está nem aí! Tamanha falta de respeito me irrita profundamente, sobretudo num lugar onde supostamente as pessoas deveriam ser mais bem educadas e ter noção do sentido da palavra respeito.
Pra compensar a raiva, uma excelente surpresa: a atuação da Polícia. Extremamente atenciosa, rápida e eficiente. A Polícia de Chambly funciona — e sem sirene nem revólver. Tudo resolvido ligeirinho, e por telefone!
Agora eu já sei: qualquer coisa, ligo pra Polícia. E por via das dúvidas, só vou estacionar o carro ocupando as duas vagas. ;)
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| Tem que ser assim |
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Les jours de pluie
Tá a fim de conhecer uma música muito legal?
O grupo é o Alpha Rococo.
A música fala dos dias de chuva mas tem a alegria dos dias de sol. ;)
"Ainda não é o fim do mundo
Ainda não é o último segundo
Esse dia de chuva logo vai passar
Volte a dormir"
O grupo é o Alpha Rococo.
A música fala dos dias de chuva mas tem a alegria dos dias de sol. ;)
"Ainda não é o fim do mundo
Ainda não é o último segundo
Esse dia de chuva logo vai passar
Volte a dormir"
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A Magia das Lanternas
A Magia das Lanternas, em exposição no Jardim Botânico de Montreal.
(Clique na foto para ampliar)
(Clique na foto para ampliar)
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A libélula azul
Eu nunca tinha visto uma libélula azul. As do Canadá são assim, parecem saídas do filme Avatar.
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| De Flagrantes do Quebec |
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Só daqui a 140 dias
Quando a gente fala, as pessoas que estão no Brasil pensam que é brincadeira. Mas não é. Aqui no Canadá o sistema de saúde é bom, mas a gente pode ter que esperar uma eternidade pra ser atendido.
Hoje à tarde tentei mudar a data de uma consulta com o meu médico de família. A consulta tinha sido marcada em abril, mas surgiu um compromisso e eu precisei adiar. Liguei pro consultório e depois de desistir duas vezes (fiquei mais de cinco minutos escutando musiquinha) resolvi ligar pelo Skype e responder uns e-mails enquanto aguardava. Depois de passar exatos 15 minutos no telefone, finalmente me atenderam.
Disse que tinha consulta marcada com Dr. Fulano e que gostaria de adiar. A moça do outro lado disse "tudo bem, mas a próxima vaga disponível é no dia 9 de fevereiro". Me desculpe, eu não entendi. Ela repetiu "9 de fevereiro, senhor. Vai querer?"
Era o que eu tinha entendido. 9 de fevereiro. Sim, o Dia do Frevo. Que parece tão longe quanto o Recife. Para ser atendido pelo meu médico de família, o único que pode autorizar meu atendimento por qualquer especialista, eu tenho que esperar quatro meses, duas semanas e três dias. 140 dias para ver o meu médico de família. Incroyable...
Ainda perguntei a ela se ela estava brincando. Ela sorriu do outro lado e disse: "Não, senhor. Só tem pro dia 9 ou depois."
Disse a ela que não desmarcasse, que depois eu voltaria a ligar.
Pensando bem, melhor desmarcar. E tratar de procurar outro médico de família - o que é uma missão quase impossível. Mas se é pra esperar tanto e ainda ser atendido por uma criatura que vê sua taxa de colesterol em 280 e diz que tá tudo bem, melhor ficar sem médico mesmo.
É por isso que às vezes tenho raiva quando as pessoas no Brasil reclamam do tempo que esperam por uma consulta no SUS.
Hoje à tarde tentei mudar a data de uma consulta com o meu médico de família. A consulta tinha sido marcada em abril, mas surgiu um compromisso e eu precisei adiar. Liguei pro consultório e depois de desistir duas vezes (fiquei mais de cinco minutos escutando musiquinha) resolvi ligar pelo Skype e responder uns e-mails enquanto aguardava. Depois de passar exatos 15 minutos no telefone, finalmente me atenderam.
Disse que tinha consulta marcada com Dr. Fulano e que gostaria de adiar. A moça do outro lado disse "tudo bem, mas a próxima vaga disponível é no dia 9 de fevereiro". Me desculpe, eu não entendi. Ela repetiu "9 de fevereiro, senhor. Vai querer?"
Era o que eu tinha entendido. 9 de fevereiro. Sim, o Dia do Frevo. Que parece tão longe quanto o Recife. Para ser atendido pelo meu médico de família, o único que pode autorizar meu atendimento por qualquer especialista, eu tenho que esperar quatro meses, duas semanas e três dias. 140 dias para ver o meu médico de família. Incroyable...
Ainda perguntei a ela se ela estava brincando. Ela sorriu do outro lado e disse: "Não, senhor. Só tem pro dia 9 ou depois."
Disse a ela que não desmarcasse, que depois eu voltaria a ligar.
Pensando bem, melhor desmarcar. E tratar de procurar outro médico de família - o que é uma missão quase impossível. Mas se é pra esperar tanto e ainda ser atendido por uma criatura que vê sua taxa de colesterol em 280 e diz que tá tudo bem, melhor ficar sem médico mesmo.
É por isso que às vezes tenho raiva quando as pessoas no Brasil reclamam do tempo que esperam por uma consulta no SUS.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
A onda vermelha chegou ao Canadá
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| O vermelho está chegando (clique para ampliar) |
A foliage só deveria começar em outubro, não na virada de agosto pra setembro. Muito estranho, isso.
Qual seria a explicação para o fenômeno? As coitadas das folhas estariam esgotadas com o calor infernal desse verão e já não têm mais forças pra esperar pelo outono? O inverno estaria mandando um recado pra avisar que não vai ser tão "bonzinho" quanto da última vez? Aucune idée.
O certo é que a onda vermelha chegou ao Canadá. Será que é a mesma que está se espalhando pelo Brasil? Não sei. Só sei que vou me preparar. Hoje mesmo vou tirar meu casaco vermelho do armário, talvez precise usá-lo antes do que pensava. Ou para me proteger do frio ou para comemorar. Ou os dois. Quem sabe? ;)
À bientôt, les amis!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Festival de Balões de Saint-Jean-sur-Richelieu
Não há hem o que escrever.
Clique sobre as imagens para vê-las ampliadas.
Clique sobre as imagens para vê-las ampliadas.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Noite de tempestade
Muita gente tem medo de raio e de trovão. Medo, mesmo, eu não tenho; acho até bonito, gosto de ficar apreciando. A noite de ontem foi bem divertida: uma bela tempestade caiu sobre nossa cidade. Raios, muitos raios e trovões. Como poucas vezes vi em minha vida.
Não tenho medo, mas confesso que às vezes me assusto. Um dos trovões me deu um susto tão grande que quase bato no teto. Pois bem, refeito do susto, tive a idéia de filmar. Só que o melhor já tinha passado. Mas ainda deu pra registrar o fim da festa. Olha só:
Não tenho medo, mas confesso que às vezes me assusto. Um dos trovões me deu um susto tão grande que quase bato no teto. Pois bem, refeito do susto, tive a idéia de filmar. Só que o melhor já tinha passado. Mas ainda deu pra registrar o fim da festa. Olha só:
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Dia do Amigo
Salut, les amis!
Mieux vaut tard que jamais.
Um belo clipe pra ser ver em comemoração ao Dia do Amigo.
L'amitié, interpretada por Françoise Hardy, foi exibida na cena final de Invasões Bárbaras. Quem não assistiu ao filme pode ver o vídeo tranqüilo, que a cena que aparece no clipe não revela o final da história.
Mieux vaut tard que jamais.
Um belo clipe pra ser ver em comemoração ao Dia do Amigo.
L'amitié, interpretada por Françoise Hardy, foi exibida na cena final de Invasões Bárbaras. Quem não assistiu ao filme pode ver o vídeo tranqüilo, que a cena que aparece no clipe não revela o final da história.
sábado, 10 de julho de 2010
Quem disse que aqui não tem praia boa?
A praia de Oka não é lá uma Porto de Galinhas, mas tem sua beleza. Diferente da praia do parque Jean Drapeau, que mais parece um laguinho, essa tem cara de praia mesmo. Muitas árvores, areia fofa, gente fazendo piquenique, jogando vôlei, jogando futebol e, claro, tomando um banhozinho pra refrescar.
Na praia de Oka tem tudo isso, mas tem ninguém vendendo comida nem bebida. Naquele calorzão de 32ºC, fiquei delirando e imaginando alguém passar vendendo caldinho de feijão, ensopadinho de caranguejo, água de coco... mas logo caí na real e peguei a coca-cola que estava no isopor.
A água é bem fria, mas não chega a ser gelada. Eu até mergulhei! Se eu (que às vezes acho fria a água de Porto de Galinhas) mergulhei, qualquer um pode fazer isso. No começo você toma aquele choque, mas logo se acostuma. E fica lá morgando sem vontade de sair.
Gostei da praia. Espero voltar lá ainda nesse verão.
Se quiser vir também, é só ligar. ;)
Na praia de Oka tem tudo isso, mas tem ninguém vendendo comida nem bebida. Naquele calorzão de 32ºC, fiquei delirando e imaginando alguém passar vendendo caldinho de feijão, ensopadinho de caranguejo, água de coco... mas logo caí na real e peguei a coca-cola que estava no isopor.
A água é bem fria, mas não chega a ser gelada. Eu até mergulhei! Se eu (que às vezes acho fria a água de Porto de Galinhas) mergulhei, qualquer um pode fazer isso. No começo você toma aquele choque, mas logo se acostuma. E fica lá morgando sem vontade de sair.
Gostei da praia. Espero voltar lá ainda nesse verão.
Se quiser vir também, é só ligar. ;)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Chambly 42 graus
Neste momento, em Chambly, faz 32ºC com sensação térmica de 42ºC. Com a umidade lá em cima, eu diria que a sensação térmica é de desespero. Eu não me lembro de já ter sentido um calor desses antes. Talvez num desfile do Galo da Madrugada, em pleno meio-dia, sol a pino e céu sem nuvens. Talvez. Mas o calor que fez hoje na região da grande Montreal foi o que se pode chamar de calor dos infernos.
A previsão para a tarde de amanhã é ainda pior: um grau a mais na temperatura, um grau a mais na sensação térmica. Na quarta, a mesma coisa: 33ºC no termômetro e 43ºC torrando o juízo da gente. O dragão zangou-se de novo e deve estar cuspindo fogo no céu de Chambly. C'est la fin du monde!
A madrugada de hoje promete: sensação de 35 graus. Não há janela aberta que dê jeito. Acho que vou dormir na banheira.
A previsão para a tarde de amanhã é ainda pior: um grau a mais na temperatura, um grau a mais na sensação térmica. Na quarta, a mesma coisa: 33ºC no termômetro e 43ºC torrando o juízo da gente. O dragão zangou-se de novo e deve estar cuspindo fogo no céu de Chambly. C'est la fin du monde!
A madrugada de hoje promete: sensação de 35 graus. Não há janela aberta que dê jeito. Acho que vou dormir na banheira.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Moranguinho do Quebec
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| O morango do Quebec: incrivelmente doce e suculento |
"Let me take you down
Cause I'm going to
Strawberry Fields" (Lennon / McCartney)
Até o último sábado eu só gostava de morango em forma de sorvete ou como recheio de torta. Morango in natura, nem pensar. Até que já tinha provado alguns, mas sempre achava azedo e sem graça. Aceitei a sugestão de sair pra colher morangos, porque o passeio em si já seria legal. Mas algumas boas surpresas me esperavam.
Assim que cheguei ao campo de morangos, a primeira surpresa: não imaginava que os arbustos fossem tão baixinhos. Caminhei um pouco, olhei aqui, olhei ali, peguei o morango mais vermelho e brilhante que encontrei e arrisquei. Segunda surpresa. Grande surpresa: não é que o danado era doce? Isso mesmo: doce, doce, doce! Incroyable!
Depois do primeiro, não parei mais. Um morango na cesta, dois no bucho. A cada três, apenas um era tão saboroso quanto o primeiro. Mas ainda assim valia a pena, pois os outros - mesmo quando "ruins" - eram infinitamente melhores do que todos os que eu tinha provado até aquele dia. Uma hora depois, eu tinha uns trinta morangos na barriga e uns dois quilos na cesta.
Passeio legal e incrivelmente barato: 8 dólares. Paga-se apenas pela cesta de quatro libras e pronto. Todo mundo pode comer até enjoar. Não sei como eles ganham dinheiro com isso, mas isso não é problema meu. Meu problema agora vai ser achar morangos tão bons nos supermercados. Como acho muito difícil, o mais provável é que eu tenha que esperar até o ano que vem.
À bientôt, les amis!
sábado, 12 de junho de 2010
O passarinho dos ovos azuis
Mais um espetáculo da natureza bem aqui na porta de casa. Dessa vez, a surpresa foi um ninho de melro (ou tordo) construído num pequeno pinheiro a uns oito metros da nossa varanda.
Eu bem que tinha visto, na semana passada, a mamãe-tordo começar a construir o ninho. Mas não imaginei que ela fosse tão rápida.
Na última quarta-feira eu estava jogando futebol com Eduardo quando percebi um passarinho pra lá de agitado. Voava pra lá, voava pra cá, ficava nos observando do alto do edifício, até que começou a voar de uma árvore pra outra, bem perto da gente. Lembrei imediatamente do que tinha visto e fui lá conferir. Lá estava o ninho, perfeito, no melhor lugar que a mamãe-melro poderia encontrar. Claro que eu não poderia deixar de passar uma chance dessas: corri pra dentro de casa e peguei a máquina para registrar o momento.
Ao me ver bem perto do ninho, dona Melra ficou desconfiada e pousou no topo da árvore mais próxima, de onde ficou a nos espiar. Aí eu percebi que estava já incomodando demais e me afastei. Em segundos ela estava lá, sentada, chocando os futuros melrinhos.
Acho que estou ficando mal acostumado com essas maravilhas da natureza. Pra quem sempre morou na selva de pedra, conviver com essas coisas é de fazer cair o queixo.
No fim do inverno eu vi um pica-pau. Agora um socó e um melro. Só falta me aparecer um dodó aqui no jardim. Do jeito que vai, não duvido nada.
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| A mamãe-tordo (turdus-migratorius) em alerta |
Na última quarta-feira eu estava jogando futebol com Eduardo quando percebi um passarinho pra lá de agitado. Voava pra lá, voava pra cá, ficava nos observando do alto do edifício, até que começou a voar de uma árvore pra outra, bem perto da gente. Lembrei imediatamente do que tinha visto e fui lá conferir. Lá estava o ninho, perfeito, no melhor lugar que a mamãe-melro poderia encontrar. Claro que eu não poderia deixar de passar uma chance dessas: corri pra dentro de casa e peguei a máquina para registrar o momento.
Ao me ver bem perto do ninho, dona Melra ficou desconfiada e pousou no topo da árvore mais próxima, de onde ficou a nos espiar. Aí eu percebi que estava já incomodando demais e me afastei. Em segundos ela estava lá, sentada, chocando os futuros melrinhos.
Acho que estou ficando mal acostumado com essas maravilhas da natureza. Pra quem sempre morou na selva de pedra, conviver com essas coisas é de fazer cair o queixo.
No fim do inverno eu vi um pica-pau. Agora um socó e um melro. Só falta me aparecer um dodó aqui no jardim. Do jeito que vai, não duvido nada.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Um socó no meu jardim
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| Nycticorax nycticorax, o socó-dorminhoco |
Eu nem sabia que existia socó no Canadá. Pensei que era dessas aves que só vivem em países tropicais. Mas tem socó por aqui, e um deles veio nos visitar ontem à tarde. Passou uma meia hora estático no alto da mais alta árvore do pátio, tempo suficiente pra tirar uma boa foto.
Pra identificar o bicho, claro, precisei de ajuda. Mandei um e-mail com a foto para o site do Regroupement Québec Oiseaux e eles responderam em menos de 30 minutos. "Il s'agit d'un Bihoreau gris", disseram eles. E lá fui eu procurar na Wikipedia o que danado era um Bihoureau Gris. Para minha surpresa, era um socó! Mais precisamente um socó-dorminhoco, que também é conhecido como garça-dorminhoca. Garça? Outra surpresa. Mas é isso que está escrito lá.
Além desses dois nomes, o cinzentinho simpático também é chamado de goraz, savacu, arapapá-de-bico-comprido, dorme-dorme, dorminhoco, garça-cinzenta, guacuru, sabacu, savacu-de-coroa, socó, taiaçu, tajacu, taquari e taquiri. É muito nome pra uma avezinha de pouco mais de 40 centímetros. E cada um tão feio que chega a ser uma injustiça com ele.
Pra comemorar a descoberta, nada melhor do que o Carimbó do Socó, do mestre Pinduca. É só clicar e escutar. Mas escute baixinho, pra não acordar o dorminhoco. ;)
sexta-feira, 4 de junho de 2010
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