quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Só daqui a 140 dias

Quando a gente fala, as pessoas que estão no Brasil pensam que é brincadeira. Mas não é. Aqui no Canadá o sistema de saúde é bom, mas a gente pode ter que esperar uma eternidade pra ser atendido.

Hoje à tarde tentei mudar a data de uma consulta com o meu médico de família. A consulta tinha sido marcada em abril, mas surgiu um compromisso e eu precisei adiar. Liguei pro consultório e depois de desistir duas vezes (fiquei mais de cinco minutos escutando musiquinha) resolvi ligar pelo Skype e responder uns e-mails enquanto aguardava. Depois de passar exatos 15 minutos no telefone, finalmente me atenderam.

Disse que tinha consulta marcada com Dr. Fulano e que gostaria de adiar. A moça do outro lado disse "tudo bem, mas a próxima vaga disponível é no dia 9 de fevereiro". Me desculpe, eu não entendi. Ela repetiu "9 de fevereiro, senhor. Vai querer?"

Era o que eu tinha entendido. 9 de fevereiro. Sim, o Dia do Frevo. Que parece tão longe quanto o Recife. Para ser atendido pelo meu médico de família, o único que pode autorizar meu atendimento por qualquer especialista, eu tenho que esperar quatro meses, duas semanas e três dias. 140 dias para ver o meu médico de família. Incroyable...

Ainda perguntei a ela se ela estava brincando. Ela sorriu do outro lado e disse: "Não, senhor. Só tem pro dia 9 ou depois."

Disse a ela que não desmarcasse, que depois eu voltaria a ligar.

Pensando bem, melhor desmarcar. E tratar de procurar outro médico de família - o que é uma missão quase impossível. Mas se é pra esperar tanto e ainda ser atendido por uma criatura que vê sua taxa de colesterol em 280 e diz que tá tudo bem, melhor ficar sem médico mesmo.

É por isso que às vezes tenho raiva quando as pessoas no Brasil reclamam do tempo que esperam por uma consulta no SUS.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A onda vermelha chegou ao Canadá

O vermelho está chegando
(clique para ampliar)
1º de setembro. Céu azul e sol forte, temperatura de 32ºC, como no auge do verão. O outono só vai chegar daqui a três semanas, mas algumas folhas já estão vermelhas.

A foliage só deveria começar em outubro, não na virada de agosto pra setembro. Muito estranho, isso.

Qual seria a explicação para o fenômeno? As coitadas das folhas estariam esgotadas com o calor infernal desse verão e já não têm mais forças pra esperar pelo outono? O inverno estaria mandando um recado pra avisar que não vai ser tão "bonzinho" quanto da última vez? Aucune idée.

O certo é que a onda vermelha chegou ao Canadá. Será que é a mesma que está se espalhando pelo Brasil? Não sei. Só sei que vou me preparar. Hoje mesmo vou tirar meu casaco vermelho do armário, talvez precise usá-lo antes do que pensava. Ou para me proteger do frio ou para comemorar. Ou os dois. Quem sabe? ;)

À bientôt, les amis!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Festival de Balões de Saint-Jean-sur-Richelieu

Não há hem o que escrever.



Clique sobre as imagens para vê-las ampliadas.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Noite de tempestade

Muita gente tem medo de raio e de trovão. Medo, mesmo, eu não tenho; acho até bonito, gosto de ficar apreciando. A noite de ontem foi bem divertida: uma bela tempestade caiu sobre nossa cidade. Raios, muitos raios e trovões. Como poucas vezes vi em minha vida.

Não tenho medo, mas confesso que às vezes me assusto. Um dos trovões me deu um susto tão grande que quase bato no teto. Pois bem, refeito do susto, tive a idéia de filmar. Só que o melhor já tinha passado. Mas ainda deu pra registrar o fim da festa. Olha só:

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dia do Amigo

Salut, les amis!

Mieux vaut tard que jamais.

Um belo clipe pra ser ver em comemoração ao Dia do Amigo.

L'amitié, interpretada por Françoise Hardy, foi exibida na cena final de Invasões Bárbaras. Quem não assistiu ao filme pode ver o vídeo tranqüilo, que a cena que aparece no clipe não revela o final da história.

sábado, 10 de julho de 2010

Quem disse que aqui não tem praia boa?

A praia de Oka não é lá uma Porto de Galinhas, mas tem sua beleza. Diferente da praia do parque Jean Drapeau, que mais parece um laguinho, essa tem cara de praia mesmo. Muitas árvores, areia fofa, gente fazendo piquenique, jogando vôlei, jogando futebol e, claro, tomando um banhozinho pra refrescar.

Na praia de Oka tem tudo isso, mas tem ninguém vendendo comida nem bebida. Naquele calorzão de 32ºC, fiquei delirando e imaginando alguém passar vendendo caldinho de feijão, ensopadinho de caranguejo, água de coco... mas logo caí na real e peguei a coca-cola que estava no isopor.

A água é bem fria, mas não chega a ser gelada. Eu até mergulhei! Se eu (que às vezes acho fria a água de Porto de Galinhas) mergulhei, qualquer um pode fazer isso. No começo você toma aquele choque, mas logo se acostuma. E fica lá morgando sem vontade de sair.

Gostei da praia. Espero voltar lá ainda nesse verão.

Se quiser vir também, é só ligar. ;)